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Imagem retirada do site chrispaiva.zip.net |
E assim como eu (também) ele confundiu o conceito de superação das próprias limitações. Ele foi me contando um pouco da história dele e percebi que não era muito diferente da minha, apenas o esporte se diferenciava. O esporte que ele praticava era natação e o que eu pratico é o Karatê. Esportes totalmente diferentes, mas com histórias muito parecidas.
Após nossa conversa fiquei muito pensativa. Fiquei me perguntando o que teria causado os nossos afastamentos? Em minha mente veio uma nítida voz dizendo: "Vocês quiseram acompanhar os atletas de ponta. Não tendo ainda condições para isso se esconderam atrás da expressão 'superação de limites' e se esforçaram além do permitido pelo corpo de vocês. A resposta para isso foram as lesões. Lesão é doença e doença nada mais é do que a resposta do seu corpo para algo errado tanto no seu físico como na mente ou no espírito."
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imagem retirada do site espiritismoestorias.blogspot.com |
Agora entendo verdadeiramente o que foi que aconteceu... Já busquei tantos responsáveis pelo que aconteceu, culpei de DEUS a todos os meus colegas, sendo que esqueci de ver onde eu estava nessa história. Essa responsabilidade é minha. Eu não prestei atenção nos meus próprios limites. Eu ignorei completamente as necessidades do meu corpo e de uns tempos para cá (até antes de eu me afastar) já estava ignorando as necessidades do meu espírito. Em outras palavras, eu simplesmente me atropelei.
Eu devia ter me dado o tempo devido não só para o físico, mas também para o espírito. Uma coisa é bastante certa: se eu tivesse me dado o tempo devido, o que era paixão continuaria me dando o 'tesão' para seguir caminhando e jamais teria se transformado numa obrigação e possivelmente nessas lesões que me afastaram obrigatoriamente do que eu mais amo na vida... hoje eu percebo que as necessidades dos outros não são as mesmas das minhas e vice-versa... Respeitei tanto os outros e esqueci de me respeitar... outro ponto importante para o meu crescimento.
Ninguém me cobrou nada além do que eu demonstrava poder fazer, tudo o que eu fiz foi porque eu quis e achava que seria capaz de fazer. Então mais uma vez eu percebo a minha responsabilidade grande nesse tão breve afastamento. Preciso confessar que essa voz não foi física, ou seja, de uma pessoa como esta que aqui vos fala. A voz era dentro de mim, dentro da minha cabeça, dentro do meu coração. Era como se eu mesma estivesse pensando e sentindo aquilo, acho que foi a voz do entendimento e do amadurecimento que me fizeram enxergar tantas coisas em apenas uma simples conversa.
OSS...!